INTRODUÇÃO

Muitos temos refletido sobre o comportamento cristão e as redes sociais, levando em conta as inúmeras mudanças ocorridas no mundo desde que experimentamos uma nova forma de comunicação por meio de dispositivos móveis e mídias sociais.

Talvez ecoem certas perguntas na mente da liderança cristã:

  • As redes sociais afetam a vida espiritual?
  • Como o cristão deve se comportar nas mídias?

Vou me ater em responder a essas duas questões bem como concluir que o problema não está nas redes sociais em si, porém no Ser Humano depravado que se apropria do algo que é bom para a sua própria destruição.

Há um evento silencioso que acontece incessantemente entre o usuário e as redes sociais, e que pode gerar muitos estragos se não for levado a sério. É o fascínio por telas. Em todo lugar há alguém com a cabeça inclinada e seus dedos deslizando na tela de seu celular, aficionados por algo a mais. De acordo com os dados apresentados pelo relatório We Are Social da Hootsuite, o brasileiro passa em média 9 horas ao dia conectado à internet, sendo que, 3 horas e 31 minutos são dedicados às redes sociais.

As redes sociais afetam a vida espiritual?

E quanto à vida espiritual das pessoas? Será que sobra tempo pra Deus nessa agenda tão comprometida com as redes sociais? Tony Reinke, em seu livro A Guerra dos Espetáculos (2020), aponta o seguinte: “Nas pequenas brechas de tempo em meu dia, com minha atenção limitada, estou mais pronto a conferir ou alimentar minhas redes sociais mais do que estou disposto a orar. Por causa da minha negligência, Deus fica cada vez mais distante da minha vida” (Tony Reinke).

Talvez aqui esteja o ponto mais crítico de todo esse cenário e que merece nossa atenção, pois o esfriamento espiritual abre uma lacuna enorme para diversas obras da carne (Gl.5:19-21). É por isso que temos visto tantos cristãos sendo sucumbidos e ministérios desmoronados.

Como o cristão deve se comportar nas mídias?

Não creio que as pessoas que tiveram seus ministérios desmoronados por um vacilo nas redes sociais fizeram tudo premeditado. Na verdade, elas foram vítimas de seus próprios pecados, da falta de domínio próprio, de não apertar o botão stop no momento certo.

Penso que diversos eventos anteriores à queda poderiam ter sido evitados. Isso não significa que o cristão deve se distanciar das mídias, mas sim usá-las com sabedoria e para a Glória de Deus. É importante lembrar que as redes sociais podem ser um instrumento de bênção ou de maldição, isso, portanto, vai depender de como cada pessoa faz uso delas.

 CONCLUSÃO

Tendo em vista os inúmeros casos de exposições negativas e a falta de controle do tempo gasto em aplicativos sociais, a igreja deve agir como uma prestadora de serviços à sociedade, promovendo o uso consciente das mídias, neutralizando possíveis danos na vida das pessoas e que muitas vezes são irreparáveis.

Portanto exposições negativas e a falta de controle do tempo gasto em aplicativos sociais veêm do Ser Humano depravado e caido, não das redes sociais em si.

Por: Jean Marie Djata, é aluno do curso de graduação em Teologia, na FTBB.

11 commentários

  1. Excelente o texto. Muito edificante. Parabéns

  2. Excelente! Glória a Deus pela sua vida, Jean Marie Djata.

    1. Excelente reflexão Acadêmico Jean Marie! Ainda sobre o comportamento cristão nas midias sociais, penso que podemos propagar o Evangelho no digital promovendo apenas Jesus e não outras personalidades.

  3. Faz todo o sentido! = ]

    Acrescento também a discussão, o fato de que as redes sociais compõem o mundo; e, em compor quero dizer, faz parte do mundo em que peregrinamos, do meio em que convivemos diariamente ― a sociedade. Razão pelo qual Jesus é levado a interceder por nós, segundo o evangelho de João relata: “Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal” (17. 15 – 32) .

    Visto que o universo cibernético também compõem esse mundo. O mal igualmente se faz presente, conforme o blog nos apresenta.

    Mas, o nosso preceito ainda se mantém o mesmo: A luz verdadeira que ilumina a todo homem veio ao mundo (Jo 1. 9). E, para que veio ao mundo senão para clarear?

    A mesma biblioteca que diz: “A Verdadeira Luz veio ao mundo”. Também, afirma: “Vós sois a luz do mundo “, Mt 5.14a.

    Que Deus nos dê estratégias e sabedoria para iluminar esse mundo tenebroso em suas mais diversificadas problemáticas!

    Não como se fossemos a Verdadeira Luz ― o Sol que a tudo clareia. Mas como reflexo desta glória ― pelo menos, uma lua cheia.

    -n.D

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  5. Boa tarde povo abençoado.
    Muitas coisas aconteceram depois do advento da criação da internet e das mídias sociais.As pessoas ficaram mais conectadas a tudo .mais quais as vantagens de tanta tecnologia? E quais os perigos que tudo isso nos traz?

  6. As pessoas ficaram mais conectadas a tudo depois do advento da criação da internet e mídias sociais.O cristão deve decidir se vai acessar para a proclamação do evangelho.

  7. Excelente essa matéria do acadêmico Jean Marie, não só pela qualidade do trabalho, mas também pela utilidade para os cristãos dessa nossa era. Pois, muitos poderiam estar aproveitando as redes sociais para divulgar os princípios cristãos para o mundo, mas infelizmente, alguns têm se descuidado e tem sido engodados pelas artimanhas dessas redes, e chegam até mesmo a serem “desenvangelizados”, se é que isto é possível.
    A resenha certamente contribuirá para que os evangélicos possam aproveitar as oportunidades proporcionadas pelas redes sociais, para disseminar verdadeiros princípios cristãos, sem se deixarem levar pelas distrações que esse meio de comunicação oferece. Excelente mesmo!
    Antônio Lisboa, em 12.10.23

  8. Achei o texto muito relevante! Concordo que as redes sociais podem ser um desafio para manter um equilíbrio entre o tempo dedicado a elas e o tempo para Deus. A reflexão sobre o fascínio pelas telas é algo que todos deveríamos levar a sério. É essencial usar as redes sociais com sabedoria e lembrar do propósito de glorificar a Deus em tudo o que fazemos. Parabéns pelo conteúdo esclarecedor e motivador!

  9. Excelente texto! Precisamos de maturidade espiritual para lidar com as redes sociais em busca de cumprir um propósito divino no campo digital.

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